La Colombina
quinta-feira, 25 de junho de 2015
Um passo; Dois passados; (...) e o fim!
Sentar. Pensar. Caiu. Da cadeira? Não. A lágrima. De tanto adoçar, amargou. Se preocupe não que minha parte eu já estou fazendo. Seria uma pena se isso fosse mentira. E em pleno dia de sol, você fez chover. Eu poderia ser bem mais feliz se ainda tivesse as suas mãos para segurar as minhas, mas você as usou pra me empurrar pro abismo. Vá embora que há muito tempo eu escondo minha tristeza. Eu nem posso desejar que você morra. Agora veja o quão grave isso é. Seus olhos. Meus olhos. Sua boca. Minha boca. Luzes. Respiração. Foi. A pior parte é que não volta mais. As minhas músicas preferidas você estragou. Não posso mais ouví-las sem lembrar de você. Da gente. Faca. Mão. Coração. Melhor seria se isso não fosse uma metáfora. (...) E depois de tanto chorar, e falar o quanto doeu, fechou seu coração.
sábado, 4 de abril de 2015
Existência.
Ultimamente eu acordo pedindo pro dia acabar... Há muito tempo a felicidade foi embora e não deu satisfações.
sábado, 28 de fevereiro de 2015
Imperativo
Sim, eu o amo. E poderia gritar isso para os quatro cantos do mundo. Só de lembrar os teus olhos em cima dos meus, a felicidade transborda o meu cálice de existência. Sim, eu o amo. E poderia tatuar esse amor na minha face. Só de sentir o seu abraço envolvendo todo o meu corpo, a minha vontade é de te prender em mim. Por mais que eu não o tenha mais, ainda o amo. Amo como nunca amei alguém – e não pretendo amar outro par. Tudo o que aconteceu me fez ver que esse amor que nasceu em mim é verdadeiro. Mesmo sabendo dos teus erros, ainda o amo. Mesmo sabendo que já tens outro alguém, ainda o quero. Mas fica tranquilo querido, não o quero pra mim. Quero-te comigo. Quero-te como costumava ser. Eu, você, nossos pensamentos, nossos planos, nossa cumplicidade. Será que é difícil perceber o que sinto? Será que a minha casa é realmente inabitável? O que há de errado em mim? Se eu errei, foi por amar demais. Desculpa querido, mas nada nesse mundo faz mais sentido sem você. O sol se pondo é só o mesmo sol que virá amanhã cedo. A lua que exibe graciosidade é a mesma lua que amanhã aparecerá (ou não). A falta de você me faz mal. Faz-me ser o que nunca imaginei. Faz-me perder a vontade de ser feliz. Você era o meu motivo diário de felicidade e eu era o seu. Hoje descobri que há outro alguém te arrancando sorrisos. Se isso dói? Não. Isso é destruidor. Não há nada mais doloroso que ver quem você ama amando outra pessoa. Não há nada mais doloroso que saber que aquele amor que você sentia (ou sente) hoje não passa de uma coisa que você vive sozinha. Deita novamente no teu quarto escuro e chora. Não há nada mais a fazer. O que tinha pra acontecer aconteceu. Conforme-se garota. O mundo não é um mar de rosas. A vida também não. Um dia a gente ri, n’outro a gente chora. Conforma-se, guria! A vida não é fácil. Nunca te disseram que seria. Olha para dentro de si e vê que há muito que fazer. Abre a última gaveta de você e pega aquele bom e velho sorriso. Agora, coloca. Caiu? Põe cola. Para tudo nessa vida dá-se um jeito. Arruma essa bagunça em você, senta na poltrona e espera. Dias melhores virão e você vai ser feliz de novo.
sexta-feira, 30 de janeiro de 2015
Um café e um amor. Quentes, por favor!
Aqui estou eu. Eu e mais uma página. Eu e minha trist...
Eu. Afinal, ninguém precisa saber o que se passa em mim. Ninguém precisa sentir
comigo a dor que carrego todos os dias no meu peito. É só mais uma dessas dores
devastadoras que todo mundo sente um dia. Afinal, se um amor não dura para
sempre, a dor também não. Por mais que pareça infinita, creio que cedo ou tarde
nenhum vestígio dessa dor existirá; disse o meu lado que se preocupa com a
sociedade e com o que as pessoas vão falar. Dentro de mim a única coisa que
existia era sofrimento. De nada adiantava saber onde me encontrava fisicamente
se espiritualmente eu estava em lugar nenhum. É tão difícil aceitar que aquela
pessoa que amamos tanto – e que jurou de pé junto amar da mesma forma – hoje já
não nos olha do mesmo jeito. Que todo aquele amor que demos, foi simplesmente
descartado. E o pior: Não puseram na coleta. Está em qualquer lixão ou como
quer que chamem por ai. Ninguém mais o encontrará – exceto que o descartou. De
todas as coisas do mundo, a mais cruel e abominável é o amor. Ele, em sua forma
mais transparente e aberta é capaz de destruir vidas. Ainda me lembro das vezes
em que passávamos horas nos perdendo em nossos olhos. Lembro-me como se fosse
ontem, das vezes em que segurava a minha mão como se eu fosse a única coisa que
o pudesse manter vivo. Como se eu fosse tudo que você precisava. Hoje me
questiono se aquilo era real. Se todos aqueles beijos e abraços foram para mim.
As declarações e toda aquela parafernália sentimental já não me tocam como
antes. De tanto cair, preferi sentar no chão. Assistir o espetáculo da minha
vida antes de entrar como protagonista. Fico aqui de camarote, querendo saber
se vale a pena me arriscar novamente. Tantas idas e vindas desse amor que me
atormenta todos os dias já não me atraem. Queria eu, como simples humana, a
certeza de um amor sincero. Sem mentiras. Sem exageros. Tudo natural. Queria eu
poder derramar, excepcionalmente, lágrimas de felicidade. Queria eu, poder
sentir novamente aquela felicidade recíproca de quando nos encontrávamos depois
de uma semana distantes. Mas sabe o que guardo aqui? A esperança de que um dia
isso se torne realidade. Que possamos esquentar o café e o amor que há muito
vem sido guardado na parte mais fria de nós mesmos. Para todos os dias:
Esperança e determinação. Esperança para que não sublime esse sentimento.
Determinação para que cada passo seja bem dado e que não haja arrependimentos;
para que possamos matar um leão por dia.
sexta-feira, 23 de janeiro de 2015
Receita do mês
Acho que o caminho certo é seguir em frente. É não desistir do que quer. É lutar pelo que sempre sonhou. Mas se uma pessoa te faz querer desistir, este será o novo caminho.
O caminho certo é correr em um dia chuvoso pelo meio da rua. Mas se sua mãe disser que não deves, o certo é ficar em casa ouvindo o som da chuva e pensar em como seria bom estar lá.
É ficar triste e alegre.
Chorar-rindo.
O certo a se fazer é não se arrepender do que fez na semana passada. Mas se ver que fez uma merda bem grande, tranque-se no quarto.
Não!
Tranque-se em você.
Ninguém precisa saber o que sentes. Chore no meio da rua. Corra das pessoas. Abrace quem não conheça. Ignore o "bom dia" dos vizinhos. Enrole as folhas do seu livro mais recente e fume-as. Bata na porta das pessoas na madrugada e dê-lhes uma xícara de café. Faça tudo que sempre quis fazer.
Esse é o caminho.
Aonde a estrada vai parar!? Se olhares bem, verás que disse que ACHAVA qual era o caminho certo.
Se fosse fácil achar o final do túnel, nos chamaríamos "Roteiros".
Fez isso que está escrito em cima?
Que otário!
Afinal, onde mora o seu eu?
Verso de dois segundos
"Você ainda gosta de mim?"
Foi a última coisa que ela ouviu.
Depois daquilo ela já não assimilava nada. A audição se foi. A consciência também. Tudo que ela precisava era saber o que dizer naqueles dois segundos de direito a pensar. Foram os dois segundos mais longos da sua vida.
E se ela falasse a verdade?
E se dissesse que o amava mais que muita coisa nessa vida? Talvez até mais que a ela mesma.
E se ela dissesse que não?
E se ele dissesse que a amava?
O que aconteceria caso ela não respondesse-o?
Um segundo já se foi. Ela era calmaria por fora; tempestade por dentro. Ninguém sabia, mas aquela alma sangrava. De todos os sentimentos que possuía, o mais nobre e forte era o amor.
Sempre que este aparecia era verdadeiro.
Intenso.
Puro.
Simples.
Nada mais importava. Ora escondia, ora entregava-se.
De vez em outra uma lágrima caía. De vez em outra, ela caía.
Um segundo e meio se passou e a resposta não foi dita. Já estava ferida demais para aguentar o gosto do álcool que viria. Ninguém sabia o quão grande era o seu sentimento.
Garota inocente. Como podia amar alguém que já não a ama mais? Como pode ser gostar de alguém que não tem?
Dois segundos.
"Não".
Disse mas os seus olhos a desmentiam.
Ele a olhou por um bom tempo.
Tempo suficiente para saber que mentira.
"Ok".
E assim foram-se os dias. Ela o amava. Ela não sabia o que ele sentia. Caminharam juntos na incerteza sem saber que mesmo sendo corpos diferentes, aquelas vidas eram uma só.
Foi a última coisa que ela ouviu.
Depois daquilo ela já não assimilava nada. A audição se foi. A consciência também. Tudo que ela precisava era saber o que dizer naqueles dois segundos de direito a pensar. Foram os dois segundos mais longos da sua vida.
E se ela falasse a verdade?
E se dissesse que o amava mais que muita coisa nessa vida? Talvez até mais que a ela mesma.
E se ela dissesse que não?
E se ele dissesse que a amava?
O que aconteceria caso ela não respondesse-o?
Um segundo já se foi. Ela era calmaria por fora; tempestade por dentro. Ninguém sabia, mas aquela alma sangrava. De todos os sentimentos que possuía, o mais nobre e forte era o amor.
Sempre que este aparecia era verdadeiro.
Intenso.
Puro.
Simples.
Nada mais importava. Ora escondia, ora entregava-se.
De vez em outra uma lágrima caía. De vez em outra, ela caía.
Um segundo e meio se passou e a resposta não foi dita. Já estava ferida demais para aguentar o gosto do álcool que viria. Ninguém sabia o quão grande era o seu sentimento.
Garota inocente. Como podia amar alguém que já não a ama mais? Como pode ser gostar de alguém que não tem?
Dois segundos.
"Não".
Disse mas os seus olhos a desmentiam.
Ele a olhou por um bom tempo.
Tempo suficiente para saber que mentira.
"Ok".
E assim foram-se os dias. Ela o amava. Ela não sabia o que ele sentia. Caminharam juntos na incerteza sem saber que mesmo sendo corpos diferentes, aquelas vidas eram uma só.
quarta-feira, 21 de janeiro de 2015
Enquanto Ainda Há Céu
"QUEM É VOCÊ PRA VIVER MINHA VIDA? SEU VELHO IDIOTA, OTÁRIO, MOLEQUE!"
E foi o fim da picada. Eram gritos, choros e tapas.
Ninguém sabia quem era quem. Se não fosse pela mãe, alguém teria morrido.
A filha e o pai nunca se entenderam. Ele queria viver a vida dela por ela. Não a deixava sair, ela não podia ter amigos, não podia respirar longe dele. Ela já não aguentava mais. Na casa dos 18 anos, o maior desejo da menina era jogar tudo pro alto e seja o que Deus quiser!
Sonhos, metas... Tudo seria abandonado.
Tudo.
Tudo, exceto sua mãe. Ali sim era uma mulher de fibra.
Aguentava dia e noite aquele velho idiota. Ele jogava na cara delas tudo que fazia.
Velho filho da puta.
Não fazia mais que a obrigação. Ainda lhe faltava muito para ser um homem. N'outro dia, mandou que a mãe escolhesse entre ele e a filha. Pobre mãe. Entre a cruz e a espada. Mas em nenhum momento deixou de escolher a sua filha. Menina de ouro. Esforçada e com sede de vencer tudo aquilo. Juntas, matavam um leão por dia. Mas o leão estava mais para fênix. Como pode ser?
Um velho idiota, patético, 11 filhos espalhados pelo mundo e não criou nenhum. Agora ele vem querer dar lição de moral!?
Velho nojento.
Em uma ocasião disse que a merda que ele tinha feito na vida foi a menina. A mãe chorou junto com ela.
Velho asqueroso.
E ainda lhe pede respeito? Respeito? Ele mal sabe o que significa essa palavra.
Velho burro.
Mas cada uma dessas batalhas eram como degraus para a mãe e a filha. Degraus que elas usariam para sair daquele calabouço.
O inferno? O inferno é aqui!
E foi o fim da picada. Eram gritos, choros e tapas.
Ninguém sabia quem era quem. Se não fosse pela mãe, alguém teria morrido.
A filha e o pai nunca se entenderam. Ele queria viver a vida dela por ela. Não a deixava sair, ela não podia ter amigos, não podia respirar longe dele. Ela já não aguentava mais. Na casa dos 18 anos, o maior desejo da menina era jogar tudo pro alto e seja o que Deus quiser!
Sonhos, metas... Tudo seria abandonado.
Tudo.
Tudo, exceto sua mãe. Ali sim era uma mulher de fibra.
Aguentava dia e noite aquele velho idiota. Ele jogava na cara delas tudo que fazia.
Velho filho da puta.
Não fazia mais que a obrigação. Ainda lhe faltava muito para ser um homem. N'outro dia, mandou que a mãe escolhesse entre ele e a filha. Pobre mãe. Entre a cruz e a espada. Mas em nenhum momento deixou de escolher a sua filha. Menina de ouro. Esforçada e com sede de vencer tudo aquilo. Juntas, matavam um leão por dia. Mas o leão estava mais para fênix. Como pode ser?
Um velho idiota, patético, 11 filhos espalhados pelo mundo e não criou nenhum. Agora ele vem querer dar lição de moral!?
Velho nojento.
Em uma ocasião disse que a merda que ele tinha feito na vida foi a menina. A mãe chorou junto com ela.
Velho asqueroso.
E ainda lhe pede respeito? Respeito? Ele mal sabe o que significa essa palavra.
Velho burro.
Mas cada uma dessas batalhas eram como degraus para a mãe e a filha. Degraus que elas usariam para sair daquele calabouço.
O inferno? O inferno é aqui!
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